
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Ecossistemas brasileiros

Plástico Renovável
Novos desafios marinhos

A equipe do professor Kazuo Nishimoto, coordenador do Tanque de Provas Numérico (TPN), um laboratório especializado em hidrodinâmica formado por aglomerados ou clusters de computadores, desenvolve sistemas para simular o futuro transbordo do gás natural das plataformas para os navios, uma das alternativas levadas em conta pela Petrobras para transportar esse tipo de recurso mineral.
A outra opção seria fazer grandes tubulações ao longo do fundo do mar, mas essa é uma solução cara e de difícil execução, com a necessidade de dutos com diâmetro muito grande e de longa distância no ambiente marinho. O produto que está associado ao petróleo deverá ser transformado do estado gasoso para o líquido em plena plataforma petrolífera para facilitar o transporte em um navio especializado em gás liquefeito.
Um sistema para funcionar em pleno alto-mar, a mais de 300 quilômetros da costa, num ambiente hostil em meio a ondas e ventos fortes e a uma profundidade, da superfície até o chão do mar, de 2.200 a 3.000 metros, a chamada lâmina d’ água, fator que dificulta a ancoragem e a estabilidade dos risers, que são as tubulações presas a equipamentos no fundo do oceano que levam petróleo e gás para a plataforma na superfície.
“Não existe no mundo um sistema em funcionamento em alto-mar para transformar o gás em líquido. Nesse estado, o gás natural líquido (GNL) tem que estar preservado a baixas temperaturas, num ambiente criogênico e de baixa pressão. Todo o sistema e o duto de transferência da plataforma que fará o transbordo para o navio precisarão estar a uma temperatura de -120° a -160° Celsius (C). O tanque também deverá ser resfriado. O problema é que o metal quando muito frio se torna frágil e pode trincar”, diz Nishimoto, que é do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Poli.
Outro desafio é fazer o transbordo em condições críticas, com o movimento do mar e das plataformas, que podem ser as semi-submersíveis ou navios-tanques fundeados, conhecidos por FPSOs, sigla de Floating, Production, Storage and Offloading, ou sistema flutuante de produção, armazenamento e descarga, e do navio de GNL, que terá comportamento diferente com os tanques cheios e vaziosom
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Greenpeace
O Greenpeace é uma organização não-governamental com sede em Amsterdão (Holanda do Norte, Países Baixos) e escritórios espalhados por quarenta e um países.
Atua internacionalmente em questões relacionadas à preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, com campanhas dedicadas às áreas de florestas (Amazônia no Brasil), clima, nuclear, oceanos, engenharia genética, substâncias tóxicas, transgênicos e energia renovável.
A organização, criada em 1971 no Canadá por imigrantes americanos, é financiada com dinheiro de pessoas físicas apenas, não aceitando recursos de governos ou empresas. Tem atualmente cerca de três milhões de colaboradores em todo o mundo - quarenta mil no Brasil - que doam quantias mensais que variam de acordo com o país. Recebe ainda doações de equipamentos e outros bens materiais, usados geralmente nas campanhas e ações do grupo.
O Greenpeace busca sensibilizar a opinião pública através de atos, publicidades e outros meios. A atuação do Greenpeace é baseada nos pilares filosóficos-morais da desobediência civil e tem como princípio básico o testemunho presencial e a ação direta.
Entre os primeiros ativistas que ajudaram a fundar a organização na década de 1970 havia pessoas com estilo de vida hippie e membros de comunidades quakers americanas, que migraram para o Canadá por não concordarem com a guerra do Vietnã. Os nomes mais destacados entre os fundadores da organização são Robert (Bob) Hunter (falecido em maio de 2005, foi membro do grupo por toda sua vida), Paul Watson (que saiu em 1977 por divergências com a direção do grupo, fundando no mesmo ano a Sea Shepherd Conservation Society, dedicada à proteção dos oceanos) e Patrick Moore (se desligou em 1986 e, em 1991, criou a empresa Greenspirit, que presta consultoria ambiental à indústria madeireira, nuclear e de biotecnologia).
As campanhas, protestos e ações do Greenpeace procuram atrair a atenção da mídia para assuntos urgentes e assim confrontar e constranger os que promovem agressões ao meio ambiente. Dessa forma o grupo conseguiu ao longo de sua história algumas importantes vitórias como o fim dos testes nucleares no Alasca e no Oceano Pacífico, o fechamento de um centro de testes nucleares americano, a proibição da importação de pele de morsa pela União Europeia, a moratória à caça de baleias e a proteção da Antártida contra a mineração. No Brasil, o Greenpeace conseguiu vitórias principalmente na Amazônia, denunciando a extração ilegal de madeira da região.
(Kennedy Lima)
Greenpeace bloqueia usina nuclear espanhola para pedir seu fechamento
Com esta ação, a organização exige do Governo "o cumprimento de seu compromisso de fechamento das usinas nucleares e o fechamento imediato dessa central", informou o Greenpeace em comunicado.
O protesto aconteceu dentro de uma ação intitulada "Eu Sou Antinuclear", que conta com a participação de 60 ativistas.
O responsável pela campanha de energia nuclear do Greenpeace, Carlos Bravo, assinalou que "não há nenhum motivo econômico, energético, meio ambiental ou social" que pode ser usado pelo Governo para "descumprir seu compromisso de fechar Garoña e as demais usinas nucleares".
Garoña, inaugurada em 1971, "está totalmente amortizada há anos, e é uma usina nuclear obsoleta, afligida por graves problemas de segurança", segundo o comunicado do Greenpeace. EFE.
(Kennedy Lima)
Ibama aplica multas de R$ 24,3 milhões na Bahia
Quarenta fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama ) percorreram seis municípios do oeste da Bahia para fiscalizar áreas de desmatamento ilegal. A Operação Veredas terminou na quarta-feira (19).
Em uma fazenda, os fiscais tiveram que quebrar o cadeado para ter acesso a uma área de 164 hectares desmatados. O trator usado para derrubar as árvores foi lacrado. Em Riachão das Neves (BA), foi achada uma carvoaria que estava queimando madeiras protegidas por lei.
No oeste baiano, foram encontrados 76 pontos de desmatamento ilegal. “O pessoal vai precisar ter suas licenças ambientais, suas autorizações, suas reservas legais devidamente averbadas para que se possa estudar legalmente a questão do desembargo do uso das áreas”, declarou coordenador da Operação Veredas, Alberto Gonçalves. Das irregularidades encontradas pelo Ibama, boa parte estava dentro da área do Parque Nacional do Rio Parnaíba, no município de Formosa do Rio Preto.
( Kennedy Lima )
Desmatamento da Amazônia já pode ter causado seca no Sul
Quase quatro anos depois, pesquisadores podem ter descoberto a causa para a seca e ela está muito distante do sul: o desmatamento da Amazônia. Um estudo que será lançado nesta quinta-feira (20) na Conferência Amazônia em Perspectiva afirma que, mesmo que ainda não haja uma certeza, as chances de ligação entre o desmatamento da Amazônia e a seca do sul são grandes. O estudo foi financiado pela Global Canopy Programme em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a empresa Plant Inteligência Ambiental.
Os pesquisadores partiram do conceito dos rios voadores: massas de umidade que nascem da transpiração das árvores amazônicas, locomovem-se em direção ao sul e causam cerca de 70% das chuvas do sudeste e sul do Brasil. É possível que, com a diminuição da quantidade de árvores na Amazônia, haja menos transpiração e, portanto, menos umidade trazida para o sul. “Afunilando as possibilidades de causa da seca, estamos caindo na tese dos rios voadores”, afirma Warwick Manfrinato, engenheiro agrônomo que participou do estudo.
Ainda não é possível dizer com toda a certeza que o desmatamento na Amazônia foi a única causa da seca, diz Warwick, mas não há por que esperar para diminuir o ritmo da derrubada de florestas. “O dia em que tivermos números precisos relacionando o desmatamento com a queda na precipitação, será tarde demais. Será um desastre tão grande que teremos perdas de safra de 100%”.
Para Warwick, o grande diferencial de seu estudo foi que, pela primeira vez, pesquisadores tiveram coragem de associar o que acontece na Amazônia com as conseqüências na produção do sul do país. Eles levantaram dados de chuvas desde 1940 e compararam com a produtividade da agricultura. Notaram três períodos em que o regime de precipitação foi anormal e desequilibrado, um deles em 2004. A causa da alteração é, segundo Warwick, o aquecimento global – fenômeno causado pela emissão de gases de efeito estufa causada, entre outros fatores, pelo desmatamento.
O estudo tem como objetivo mostrar que a vulnerabilidade da produção agrícola é grande e que, se a teoria estiver correta e nada for feito para salvar a floresta, os danos à produção agrícola no sul devem ser muito maiores. “Já podemos dizer que o sistema de precipitação e produção é muito mais vulnerável do que imaginávamos”, diz Warwick.
(Thaís Ferreira)
Poluição da água
A poluição da água vem sendo motivo de muitos debates e preocupações no mundo todo pois apesar de ser fundamental para a vida do nosso planeta, a água vem sendo usada de maneira irresponsável, diria até que de maneira irracional uma vez que continuando a poluição ambiental de lagos, rios e oceanos, mais breve do que se possa imaginar poderá vir a faltar água doce. Essa catástrofe só poderá ser evitada se a humanidade mudar radicalmente a maneira de tratar e usar esse bem insubstituível. Mais campanhas de esclarecimento têm que ser feitas, promover mais curso meio ambiente se faz necessário, assim como nas escolas existe a necessidade de mais debates e palestras de esclarecimento sobre: poluição da água, coleta seletiva de lixo, lixo orgânico e lixo reciclável, pontos estes fundamentais para que as nossas crianças comecem desde pequenos a se sentirem responsáveis pela natureza e sua preservação.
Fator determinante na poluição da água é a contaminação por esgotos e produtos químicos, desde a segunda metade do século XVII com a revolução industrial que o ser humano vem deteriorando rios, lagos e mares, com lixo, mineração descontrolada, produtos químicos jogados pelas industrias e esgotos lançados na natureza sem tratamento. Agora, diante da gravidade do problema, muitos governos com uma consciência ecológica bem mais desenvolvida vêm procurando fazer de maneira mais racional a exploração dos aqüíferos, ou seja, vem fazendo uso das grandes reservas de água doce subterrâneas com mais critério. Um dos maiores aqüíferos do mundo é o Aqüífero Guarani, situado na América do Sul sendo que grande parte dele está no subsolo brasileiro. A conscientização vai chegando a passos lentos em vista dos sérios problemas de saúde que temos e que são causados pela poluição da água. É grande o número de pessoas no nosso planeta que não tem acesso a água potável e muito maior o número dos que vivem sem condições sanitárias mínimas.
Políticos, autoridades e pesquisadores promovem encontros e seminários para tratar dos problemas da poluição da água e preservação dos recursos hídricos mundiais e defendem a tomada de atitudes urgentes para que o século XXI não seja atingido por uma grande catástrofe como será a falta de água doce. Medidas devem ser tomadas para o atendimento das necessidades básicas da população, para a valorização da água, cuidados para minimizar a poluição ambiental incluindo projetos para o meio ambiente com o intuito de preservá-lo, tudo isso faz parte de uma ampla tomada de atitudes por parte de todos pois esse não é um problema dos governantes e estudiosos mas de todos nós. A não poluição da água e o seu uso racional, dependem mais da consciência de cada um do que de medidas burocráticas e sem nenhum resultado prático.
Água - O Desafio do Século 21
Hoje, cerca de 250 milhões de pessoas, distribuídos em 26 países, já enfrentam escassez crônica de água. Em 30 anos, o número de pessoas saltará para 3 bilhões em 52 países. Nesse período, a quantidade de água disponível por pessoa em países do Oriente Médio e do norte da África estará reduzida em 80 por cento. A projeção que se faz é que, nesse período, 8 bilhões de pessoas habitarão a terra, em sua maioria concentradas nas grandes cidades. Daí, será necessário produzir mais comida e mais energia, aumentando o consumo doméstico e industrial de água. Essas perspectivas fazem crescer o risco de guerras, porque a questão das águas torna-se internacional. Em 1967, um dos motivos da guerra entre Israel e seus vizinhos foi justamente a ameça, por parte dos árabes, de desviar o fluxo do rio Jordão, cuja nascente fica nas montanhas no sul do Líbano. O rio Jordão e seus afluentes fornecem 60 por cento da água necessária à Jordânia. A Síria também depende desse rio. A populosa China também sofre com o problema. O grande crescimento populacional e a demanda agroindustrial estão esgotando o suprimento de água. Das 500 cidades que existem no país, 300 sofrem com a escassez de água. Mais de 80 milhões de chineses andam mais de um quilômetro e meio por dia para conseguir água, e assim acontece com inúmeras nações. Um levantamento da ONU aponta duas sugestões básicas para diminuir a escassez de água: aumentar a sua disponibilidade e utilizá-la mais eficazmente. Para aumentar a disponibilidade, uma das alternativas seria o aproveitamento das geleiras; a outra seria a dessalinização da água do mar. Esses processos são muito caros e tornam-se inviáveis para a maioria dos países que sofrem com a escassez. É possível, ainda, intensificar o uso dos estoques subterrâneos profundos, o que implica utilizar tecnologias de alto custo e o rebaixamento do lençol freático.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Países industrializados poluíram 2,3% a mais de 2000 a 2006
As emissões de gases do efeito estufa aumentaram 2,3% em 40 países industrializados entre 2000 e 2006, informou nesta segunda-feira (17) em Bonn (Alemanha) o secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, em inglês), Yvo de Boer.
Segundo De Boer, os dados evidenciam a necessidade de atuar com urgência, pois caso contrário ameaça o cumprimento das metas do Protocolo de Kioto.
O Protocolo de Kioto compromete os países industrializados a reduzir suas emissões poluentes em 5% no período entre 2008 e 2012 em relação aos níveis de 1990.
De Boer pediu que durante a conferência de Poznan (Polônia), que será realizada de primeiro a 12 de dezembro, se consigam "progressos" visando à cúpula sobre clima que acontecerá um ano depois em Copenhague, onde se deverá acertar um acordo que substitua o Protocolo de Kioto a partir de 2012.
Apesar do aumento generalizado nos últimos anos, De Boer destacou que o volume de emissões em 2006 era 5% inferior a 1990, ano de referência para as metas de redução.
Segundo De Boer, o retrocesso se deveu fundamentalmente à derrubada das indústrias no Leste Europeu após a queda do consumo e não aos esforços concretos para reduzir as emissões.
O secretário-executivo da UNFCCC manifestou seu temor que a crise econômica internacional ocasione uma menor disposição a investir na luta contra a mudança climática.Por outro lado, existe a possibilidade de uma recessão econômica derivar em uma queda do consumo energético.
"Não quero, no entanto, ver as metas do Protocolo de Kioto serem cumpridas à custa de pessoas passando fome", acrescentou.
O HOMEM E A NATUREZA
Com toda certeza há de reclamar
Com razão, a atitude do homem
Na terra com os rios
E os peixes do mar
As matas ardem em
Grandes queimadas
Construindo estradas que
Nos levarão, a nada
Eu sinto pena da passarinhada
E dos índios queNão podem lutar
E no futuro
Quando uma criança
O ar puro quiser respirar
Vai sentir que onde era floresta
É só fumaça parada no ar
E quando penso
Me dá uma tristeza
Em saber que não posso voltar
Quando ouço o barulho
Da chuva, sinto
Saudades daquele lugar
FALANDO DA NATUREZA
Faculdade Mental
Composição: Ciro Mental
Vou falar na calma
No cheiro que ela tem
Sabor de coisa boa
Efeito que faz bem
Vou te contar da erva de jah
Flores tão belas decoram meu lar...
Decoram meu lar.. Erva de jah ôi
Decoram meu lar... Erva do pai!
Vou falar nas folhas
Nas flores que ela tem
Aromas naturais
Das portas vão além
Vou te contar da erva de jah
Flores tão belas decoram meu lar...
Decoram meu lar.. Erva de jah ôi
Decoram meu lar... Erva do pai!
Eu falo é da erva do senhor
A natureza mostra o seu valor
O equilíbrio que é necessário, ôi ôi ôi
Pra vivermos melhor, melhor
Vou te contar da erva de jah
Flores tão belas decoram meu lar...
Decoram meu lar..
Erva de jah ôi
Decoram meu lar... Erva do pai!
Eu falo é da erva do senhor
Da paz que vem do seu interior
Da busca eterna pela harmonia
Entre Jah e a terra, e os homens,e as folhas, e os mares, e as ervas do pai!
Vou te contar da erva de jah
Flores tão belas decoram meu lar...
Decoram meu lar.. Erva de jah ôi
Decoram meu lar... Erva do pai!
Ah Aah Erva de Jah
Aah Erva de Jah (2x)
Erva de jah, de jah, de jah ôi ôi ôi (3x)Erva do pai!!
domingo, 16 de novembro de 2008
PROBLEMAS ECOLÓGICOS DAS GRANDES ÁREAS URBANAS
À medida em que os núcleos urbanos foram crescendo, os seus habitantes viraram reservatórios das doenças e a erradicação destas foi ficando mais complicada. O comércio e posteriormente as viagens intercontinentais propiciaram a introdução de doenças contra as quais as populações não eram imunes. Atualmente, apesar dos avanços da medicina, características como superpopulação, mudanças ambientais e intercâmbio intenso de mercadorias são fatores de risco que beneficiam o espalhamento de novas doenças ou novas formas de doenças conhecidas, principalmente aquelas como a gripe, cujos vírus têm uma alta taxa de mutação. Da forma em que existem atualmente, os sistemas urbanos são artificiais, imaturos e ineficientes em termos energéticos. Precisam da importação de grandes volumes de energia e alimento para a sua manutenção, e por isso não se auto-sustentam. Por outro lado, cidades têm caracteristicamente uma alta heterogeneidade espacial, o que proporciona uma alta diversidade.
Embora isto pareça um contra-senso, casos de maior diversidade em cidades do que no ambiente natural em que estão inseridas são comuns. Como exemplo podemos citar povoamentos estabelecidos em regiões desertas ou áridas, em que água e outros recursos são importados e concentrados na urbe. A manutenção da biodiversidade urbana é importante não só para a própria sobrevivência do homem, mas também pelo seu valor intrínseco. Devido à forte ligação dos organismos urbanos com o homem, é necessário um envolvimento mais efetivo das ciências naturais com as sociais para integrar os conceitos ecológicos ao processo de planejamento urbano. Para haver esta integração, são necessárias mais pesquisas sobre quais são e como se organizam os processos ecológicos que agem nos ecossistemas urbanos
Ecologia Urbana
Alguns consideram as cidades como ecossistemas por estarem sujeitas aos mesmos processos que operam em sistemas silvestres. Outros argumentam que a despeito de as cidades possuírem algumas características encontradas em ecossistemas naturais, não podem ser consideradas ecossistemas verdadeiros, devido à influência do homem. O fato é que se definirmos ecossistema como um conjunto de espécies interagindo de forma integrada entre si e com o seu ambiente, as cidades certamente se encaixam nesta definição.
As grandes cidades e outras áreas povoadas estão repletas de organismos. O construtor destes hábitats artificiais é o homem, mas uma infinidade de outras criaturas aproveitam e se adaptam a esses novos hábitats recém criados. Os organismos urbanos, incluindo o homem, também se relacionam com os outros organismos e estas interações podem ser estudadas, sob o ponto de vista conceitual, da mesma forma que relações ecológicas de ecossistemas naturais. Por outro lado, os centros urbanos se desenvolvem de forma diferente dos ecossistemas naturais. Alguns processos e relações ecológicas são mais intensos nas cidades. Um exemplo é a invasão de espécies. Outros são de menor importância, como poderia ser o caso da competição, enquanto que os mutualismos aparecem em porcentagem alta. Em outros casos, como o da sucessão ecológica, os processos são mascarados pela constante interferência humana.
A água potável está no fim?

Ecologia e Democracia
A vertente progressista criticou o desenvolvimento a partir de uma dimensão democrática fundamental baseada nos princípios de igualdade e participação, mas não foi capaz e incluir a relação da humanidade com a natureza e o meio ambiente em sua crítica. A vertente progressista atuou como se existisse num mundo onde os homens e mulheres vivessem sem relação com a natureza, ou como se a relação com a natureza pudesse ser ignorada, sem produzir conseqüências fundamentais. Ao privilegiar as relações sociais, ignorou as relações naturais.
Uma outra vertente de crítica e questionamento do desenvolvimento emergiu principalmente nos países capitalistas desenvolvidos (Estados Unidos e Europa capitalista), e teve origem na cultura liberal progressista, que mesmo incapaz de se confrontar com o rosto pobre do mundo, foi no entanto sensível à morte de baleias, pássaros e plantas, e às ameaças a sua própria vida, que vinham das bombas nucleares, do efeito estufa e do risco de asfixia e extinção que ameaça o mundo.
Ao ver somente o rosto humano, os progressistas não foram capazes de ver a vida em todas as suas manifestações, e perderam a capacidade de ver todas as relações que unem os seres vivos e naturais. Ao ver o rosto da natureza, mesmo ignorando muitas vezes o rosto humano, a vertente liberal ajudou a completar o quadro e surpreendeu o capitalismo pelas costas, questionando seu impulso predador e sua tendência suicida escondida na voragem produtivista. O encontro contraditório das duas vertentes colocou a questão ecológica na ordem do dia e se impôs ao pensamento moderno como um ponto de encontro da crítica do mundo atual e da busca de uma relação entre os homens e a natureza, portanto entre os homens e sua própria história.
Um novo pensamento se apresenta ao mundo com pretensões de universalidade, o ecológico, questionando o desenvolvimento e os modelos de sociedade. Esse desafio é apresentado como necessidade de se repensar o desenvolvimento na sua dimensão social. Recoloca a crítica dos sistemas existentes, forçando o capital a se confrontar com o meio ambiente, que pretendeu e ainda pretende subordinar em sua realização. O pensamento ecológico está dizendo ao capital que antes dele vem a relação com a natureza, diante da qual o capital é apenas uma criança brincando de Criador, sem ter idade e sabedoria para isso.
O pensamento ecológico pode constituir-se num ponto de partida capaz de aprofundar a crítica do desenvolvimento, tal como realizado no mundo moderno, e de unir e produzir uma nova confluência cultural e ideológica, que se move em direção à democracia, onde não somente os homens e mulheres possam se encontrar num mundo de todos, como também estabelecer uma relação de qualidade diferente com a natureza de que somos parte e pela qual somos responsáveis. Os princípios básicos das relações humanas já foram propostos, não estabelecidos, pelo pensamento democrático. Os princípios básicos das relações entre a humanidade e a natureza ainda não foram devidamente discutidos e estabelecidos entre nós, o que nos leva muitas vezes a produzir dicotomias inconsistentes e falsas contradições. Esse é um desafio moderno. Não fomos capazes de incluir em nosso horizonte toda a humanidade, nem fomos capazes de nos incluir no horizonte de um universo que nos ultrapassa em tantas dimensões. Ao recuperarmos um desafio de tal magnitude, talvez sejamos capazes de recuperar também a capacidade de nos superarmos.
Os movimentos sociais que se desenvolvem hoje no mundo inteiro em relação ao meio ambiente ou se filiam, em grande parte, a essas duas vertentes ou nelas tiveram origem, e colocam suas ênfases e prioridades ora nas conseqüência sociais e políticas do desenvolvimento, ora nas conseqüências ambientais. O mesmo se pode dizer das ONGs [organizações não governamentais] que se desenvolveram ao longo dos últimos anos, divididas basicamente entre ONGs ambientalistas e ONGs de desenvolvimento social. A linha de clivagem que as divide tem no meio ambiente a questão que as une e uma mesma causa e desafio, o de promover o encontro da humanidade consigo mesma e como mundo natural que a constitui.
Protegendo a ecologia
O movimento ecológico-verde é a bandeira daqueles para quem o mico-leão é figura de poster; as baleias são conhecidas dos adesivos de pára-brisas, e a floresta é imaginada como o antigo paraíso, agora ameaçado pelo progresso.
O fenômeno não é novo.
No século passado, quando se tratava de estabelecer uma base sólida para a medicina clínica e terapêutica, nascia a fisiologia. Em pouco tornava-se moda e Mangendie, um de seus pioneiros, descreveu sua transfiguração na "fisiologia romântica" ou "fisiologia de salão". Balzac publicou a Physiologie du marriage, Brillat-Savarin, La Physiologic du goût, e Alibert, La Physiologie des passions.
Nas vésperas da revolução social que coincidiu com o nascimento da moderna saúde pública, a higiene ocupava o lugar da ecologia hoje. Ackerknecht descreve a higiene de então como... "un programme illimité, fait d'une assemblage e fragments empruntés à toutes les sciences". Revela que a maioria dos trabalhos publicados nos Annales d'Hygiene Publique et Médécine Legale de Paris, em 1829, tratavam de "metiers dangéreaux, produits industriels toxiques et Hygiène dans les usines" e que, em 1837, doze memórias apresentadas à Académie versavam os mesmos temas. Exatamente aqueles que constituem a matéria do Boletim de Ecologia Humana publicado no México, pela Organização Panamericana de Saúde, na atual onda do ecologismo.
A ecologia passou a fazer parte as plataformas políticas, das propagandas comerciais, das preocupações presidenciais e papais e do ideal escapista do homem urbano. Passou a ser moda.
Em 1988 anunciava-se uma "Reunião Anual sobre evolução, sistemática e ecologia micromoleculares", na revista Ciência e Cultura. Um ministro da saúde descreveu um "câncer ecológico" resultante dos desmatamentos descontrolados da serra do Mar, e a ecologia tornou-se a palavra de ordem da atualidade política e a palavra-chave, ou melhor, gazua, para abrir os cofres das financiadoras de projetos de pesquisa.
A ecologia de Haeckel, definida em 1866, evoluiu da antiga historia natural, como a biologia, que se tornou disciplina autônoma no início do século passado. Pouco a pouco, o estudo do comportamento animal (psicologia e sociologia animais) desmembraram-se da ecologia para constituir a etologia. A ecologia centrou-se na investigação das relações dos organismos com o ambiente. As interações com o meio físico, ressaltadas por Lamarck e as relações de competição e cooperação que resultam na seleção natural, privilegiadas por Darwin como endo o processo promotor e diretor da evolução das espécies, viriam a revelar-se como as grandes linhas de investigação ecológica moderna. Na década de 1960 polarizaram as discussões em torno da procedência de fatores físicos e bióticos na regulação das populações animais.
No uso popular, o termo ecologia passou a ser usado no sentido vago de natureza, como geografia, direito, ética, literatura. Vem sendo utilizado para designar tanto o objeto de estudo quanto a ciência ou disciplina correspondente. Mas, no caso da ecologia, de maneira imprópria, quando o correto seria ecossistema.
"Proteger a ecologia" tornou-se palavra de ordem. Mas, quando a FUNAI demarca terras indígenas, não está protegendo a etnologia; quando a comissão de direitos humanos age, não o faz para defender a antropologia ou a sociologia; e os parques nacionais e reservas naturais não protegem a botânica e a zoologia.
Entretanto, a ecologia, como ciência, precisa ser protegida, Ciência com implicações nos campos da política, da economia, do planejamento racional da ocupação do território nacional, das relações internacionais, do urbanismo, da arquitetura, do conservacionismo, a ecologia corre o risco de se desacreditar antes de que disponha de uma sólida base conceitual e factual e que proponha soluções viáveis para problemas urgentes, não se limitando os ecólogos a prever desastres e vaticinar catástrofes.
É preciso evitar o que aconteceu à história, ouvindo a advertência de Handlin. "A crise na história é resultado não da morte do passado, mas de sua malversação. Seus guardiões negligentes perderam o comando... permitiram que sua matéria escorregasse para as mãos de publicitários, políticos, dramaturgos, romancistas, jornalistas e engenheiros-sociais. ... Propósitos polêmicos e partidários obscurecem e distorcem o significado de tais palavras. Por volta do fim do século XIX, por exemplo, a palavra 'socialismo' aplicava-se a uma miscelânea de propostas para alterar o sistema político e social... Nos dois lados do Atlântico, abarcou os anti-semitas... e os gentis humanistas, pacifistas e vegetarianos." Pouco tempo depois organizavam-se os partidos socialistas.
E já temos o Partido Verde.
sábado, 15 de novembro de 2008
Emissão de metano volta a aumentar depois de uma década de estabilidade
Segundo Matthew Rigby, um dos autores do artigo intitulado "Renewed growth of atmospheric methane" publicado no periódico Geophysical Research Letters, a descoberta foi uma surpresa e mostra como nós não entendemos o ciclo natural do metano. Outra informação interessante é que este aumento na emissão de metano aconteceu de forma simultânea em todo o mundo, o que foi uma surpresa para os pesquisadores. Os autores do trabalho esperavam um aumento no hemisfério norte devido a elevação da temperatura na Sibéria (e conseqüente maiores taxas de metanogênese nas áreas alagadas desta região). O aumento no hemisfério sul continua sendo uma incógnita. Uma hipótese alternativa é de que este aumento em 2007 ocorreu devido à diminuição de radicais livres (hidroxil), que degradam o metano na atmosfera. Mas esta hipótese ainda precisa de mais estudos para ser melhor embasada.
A concentração de metano era de 700 ppb (partes por bilhão) antes da revolução industrial e aumentou de forma gradual até 1773 ppb no final do século 20. Segundo Ronald Prinn, outro autor do artigo, o aumento em 2007 foi de aproximadamente 10 ppb, sendo significativo neste curto período. De forma sensata, ambos os autores afirmam que é muito cedo para dizer se este aumento representa uma volta ao crescimento regular da concentração de metano na atmosfera nos últimos séculos ou se foi apenas uma anomalia. De qualquer forma, nunca é demais investir mais esforços nesta área ainda pouco conhecida da biogeoquímica.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Terra pode enfrentar nova Era do Gelo, diz estudo
OSLO (Reuters) - O planeta pode enfrentar um resfriamento pior que o da Era Glacial dentro de apenas 10 mil anos, o que trará às futuras sociedades um desafio contrário à atual luta contra o aquecimento global, disseram cientistas da Grã-Bretanha e do Canadá na quarta-feira.
Eles disseram que os gases do efeito estufa, vilões do atual aquecimento, podem no futuro evitar que grande parte da América do Norte, da Europa e da Rússia virem uma imensa pedra de gelo.
A previsão se baseia no estudo de minúsculos fósseis marinhos e nas alterações da órbita terrestre, e não deve ser entendida como justificativa para não combater o aquecimento provocado por atividades humanas, especialmente a queima de combustíveis fósseis.
"Não há justificativa para dizer: 'Vamos continuar injetando dióxido de carbono na atmosfera'", disse por telefone à Reuters o cientista norte-americano Thomas Crowley, da Universidade de Edimburgo, um dos autores do estudo publicado na revista Nature.
Segundo ele, o resfriamento deve começar num prazo de 10 mil a 100 mil anos. "Geologicamente, é amanhã. Mas temos muito tempo para discutir sobre os níveis adequados de gases do efeito estufa."
O eventual congelamento de enormes pedaços do Hemisfério Norte e de todo o mar em volta da Antártida também iria reduzir o nível dos mares, talvez em até 300 metros - deixando Rússia e Alasca ligados por terra, por exemplo.
ASCENSÃO E QUEDA
Na última Era Glacial, o nível do mar caiu cerca de 130 metros. Os cientistas podem presumir o nível do mar por causa da composição química dos fósseis, que varia junto com a química dos oceanos - num mar mais raso e com menos água, por exemplo, o sal é mais concentrado.
"Provavelmente, as futuras sociedades podem evitar esta transição indefinidamente com ajustes muito modestos no nível de CO2 atmosférico", escreveram eles.
O efeito estufa retém o calor junto à Terra, uma tendência que nas próximas décadas deve levar a ondas de calor, secas e elevação dos mares. O CO2, emitido principalmente pela queima de combustíveis, é o principal dos gases que provocam o efeito estufa.
Os cientistas disseram que recentes oscilações dos últimos 900 mil anos entre Eras Glaciais e períodos mais aquecidos, como o atual, estão se tornando mais acentuadas. Modelos sugerem que a instabilidade pode prenunciar um novo estado, bem mais frio e estável.
Uma mudança semelhante aconteceu há mais de 34 milhões de anos, quando a Antártida se cobriu de gelo pela primeira vez, segundo os cientistas. Isso pode começar por causa de um ligeiro crescimento das camadas polares, pois o gelo e a neve refletem mais o calor solar na direção do espaço. Isso pode acelerar o resfriamento.
Os seres humanos, segundo Crowley, se desenvolveram há cerca de 150 mil anos, e portanto nunca experimentaram um ambiente tão frio quanto o prenunciado.
Ele alertou que as projeções ainda precisam ser mais testadas.
'Blindagem ecológica' da Porto Velho-Manaus custará mais de R$ 400 milhões
Serão necessários pelo menos R$ 20 milhões anuais por um prazo de 20 anos para fazer a “blindagem” ambiental da rodovia BR-319 (Porto Velho-Manaus), que deve ser pavimentada, calcula o grupo de trabalho incumbido pelo Ministério do Meio Ambiente de criar um plano para reduzir o impacto ambiental da obra.
O valor, com o qual deve arcar o governo federal, é referente à implantação e manutenção de 21 áreas protegidas na área de influência da estrada, segundo informação do coordenador do Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc) do Amazonas, Domingos Macedo. Ao todo haverá 29 unidades de conservação na área da estrada, mas 8 delas, reservas estaduais de Rondônia, ainda não têm custo estipulado. Das 21 já orçadas, 11 são federais e 10 estaduais sob responsabilidade do Amazonas, informa Macedo. Sete unidades estaduais no Amazonas ainda estão em fase de criação.
Intransitável
A estrada foi aberta durante o regime militar e foi praticamente “engolida” pela mata por falta de manutenção, o que a tornou intransitável em grande parte de sua extensão de mais de 870 quilômetros. Sua reabertura é de importância estratégica para a capital amazonense, que no momento é acessível do centro-sul do país apenas por via aérea ou fluvial. Por outro lado, teme-se que a via abra uma frente de desmatamento, a exemplo do que aconteceu com rodovias no Pará e em Mato Grosso. Ainda assim, como informa a secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, Nadia Ferreira, o grupo de trabalho não cogita a possibilidade de o asfaltamento não ser feito. De acordo com Domingos Macedo, entre 80% e 90% da área de influência da rodovia (que abrange as terras entre os Rios Madeira e Purus) estarão em reservas. Cerca de um terço será de conservação integral e o restante poderá ter uso sustentável. Entre outros gastos, os R$ 20 milhões anuais servirão para equipar as unidades de conservação com bases flutuantes ou terrestres, veículos e equipamento de comunicação. “Devido às distâncias, os custos aqui são muito altos”, explica Nadia Ferreira. Uma parte dos recursos deve ser utilizada pelo Instituto de Terras do Amazonas para regularização fundiária na região. “O estado, como contrapartida, entrará com o pessoal e a infra-estrutura já instalada. Mas esse custo ainda não foi detalhado”, acrescenta a secretária. De acordo com ela, a necessidade por recursos deve se intensificar num período de dois anos pois, no começo, as reservas ainda estarão em fase de organização e a estrada ainda não estará pronta.