quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Crise financeira e meio ambiente

Crise financeira não pode prejudicar ações de preservação ambiental, diz pesquisador
Carolina PimentelRepórter da Agência Brasil
Além dos governantes, os efeitos da crise financeira mundial preocupam também os especialistas em mudanças climáticas. De passagem pelo Brasil, o pesquisador Martin Parry, um dos coordenadores do 4º Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), alertou que os países não podem interromper as ações para reduzir o impacto das mudanças climáticas para pensas apenas em resolver a crise financeira .
“Não temos oportunidade de resolver, primeiro, a crise e depois voltar a pensar sobre o meio ambiente. Não temos tempo. Temos que fazer os dois juntos. Isso é inconveniente”, disse Parry, após apresentar dados do quarto relatório do IPCC, das Nações Unidas, a um grupo integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto. O relatório foi lançado no início do ano passado.
Parry criticou os governantes mundiais por ainda não terem adotado medidas severas para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa - como o gás carbônico -, principais causadores do aquecimento global. Segundo o pesquisador, os líderes ainda não se deram conta da gravidade dos impactos das mudanças climáticas. Ele defende que 2015 é o prazo máximo para as reduções de gás carbônico começarem a cair.
O pesquisador Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também teme que os governos deixem de lado o combate ao aquecimento do planeta para cuidar da crise econômica.
“Se houver uma recessão e o consumo de petróleo, energia elétrica, carvão diminuir, a taxa de crescimento diminuir, isso pode dar uma falsa sensação de que é possível postergar essas medidas mais drásticas”, afirmou.

Crise financeira e meio ambiente

SOLUÇÕES PARA SALVAR O MUNDO

Já inicio este artigo dizendo que discordo da idéia dos especialistas que dizem em não haver mais soluções e o mundo irá se acabar num futuro próximo, pois se todos se esforçarem e agirem devidamente a favor do meio ambiente, essa situação pode ser revertida, mas o que não posso negar é que são grandes as possibilidades de o planeta se tornar cada vez mais infernal, pois atualmente tudo gera em torno da economia - maldita idéia capitalista - fazendo com que todos esqueçam das futuras gerações, ou do bem estar de todo planeta e não se preocupam com ninguém, cada um deseja apenas obter seu próprio sucesso financeiro sem importar como alcança-lo. Isso muitas vezes faz com que as diversas atitudes tomadas por todos nós para obter o tão desejado sucesso financeiro, prejudiquem em alta escala todo o planeta e talvez todo este elo reforça a idéia de ser muito difícil reverter à situação de um planeta infernal devido a grandes alterações nas condições ambientais.
Enfim, isso que estou publicando não é para ninguém ler e pensar: “se não há soluções para reverter todos os problemas de degradação ao meio ambiente, então estou pouco me importando com qualquer ação minha”, e sim totalmente o contrário, esta publicação é mais um importante reforço de que toda e qualquer situação, apesar da grande dificuldade, ainda é possível ser revertida ou pelo menos amenizada e o que precisa é do apoio e colaboração de todos.
se conscientizar em relação à utilização dos recursos naturais sem prejudicar a natureza, é muito importante que essas informações cheguem para a maioria das pessoas, pois é de suma importância a colaboração generalizada e não estamos apenas falando de brasileiros, mas sim de pessoas de todo o planeta, inclusive nas nações em que há maior registro de atividades que degradam o meio ambiente por indivíduo, como os países desenvolvidos que emitem uma grande quantidade de gases poluentes entre outros impactos ambientais como China, EUA, etc. Veja o gráfico abaixo, com os dados de um estudo da World Wildlife Foundation (WWF) que analisa os padrões de consumo globais e calcula o impacto do consumo sobre o meio ambiente. Para chegar ao índice estabelecido foram levados em consideração fatores como uso de terra produtiva, recursos marítimos, emissões de dióxido de carbono, estabelecendo então a pressão exercida por consumidores médios nos ecossistemas naturais.

Poluição por derramamento de petróleo

Os derramamentos de petróleo no mar são causados principalmente por acidentes com navios petroleiros, acidentes em plataformas de petróleo e pela água usada na lavagem dos reservatórios de petróleo dos navios e lançada diretamente no mar.
O petróleo derramado forma extensas manchas na camada superficial das águas e, com isso, bloqueia a passagem de luz, afetando a fotossíntese, além de impedir as trocas de gases entre a água e o ar.
O petróleo afeta também diretamente os animais aquáticos, pois se impregna na superfície de seus corpos, matando-os por intoxicação ou por asfixia, quando essa impregnação ocorre nas brânquias dos peixes. Além do problema da intoxicação, aves marinhas ficam com as penas recobertas por petróleo, não conseguindo voar nem termorregular, e morrem a seguir. Os mamíferos marinhos com o corpo impregnado por petróleo também não conseguem termorregular e morrem.
Os derramamentos de petróleo que atingem as regiões de manguezais são, do mesmo modo, muito graves, pois além de afetar as árvores e os animais que ali vivem, destroem a principal área de procriação para muitas espécies marinhas.
Existem alguns métodos que vêm sendo utilizados na contenção da dispersão das manchas de petróleo derramado: barreiras físicas e sucção por bombas são alguns deles. O uso de detergentes não tem sido indicado pois seus efeitos podem ser tão graves quanto os ocasionados pelo petróleo. O petróleo pode ser degradado por ação de bactérias específicas, mas esse processo é muito lento.
Tão importante quanto descobrir técnicas para retirar o petróleo das águas e praias é procurar evitar o seu derramamento através de medidas de segurança nos petroleiros e plataformas e do cuidado na lavagem dos tanques dos navios.

Poluição Química

O aumento das substâncias não-biodegradáveis no meio tem trazido sérios problemas para os ecossistemas. As substâncias biodegradáveis são decompostas por organismos, principalmente bactérias. Os produtos não-biodegradáveis, entretanto, não são decompostos, como acontece principalmente com as substâncias organocloradas, como o DDT, e os metais pesados, como o mercúrio. Elas se acumulam nos tecidos dos organismos e vão se concentrando ao longo das cadeias alimentares. Isso acarreta sérios problemas aos organismos.
O mais persistente dos organoclorados é o DDT. Desde que é lançado ao meio, permanece intacto por vários anos, acumulando-se nos tecidos dos organismos, principalmente o adiposo, e passando inalterado através das cadeias alimentares. No tecido dos produtores, como as plantas, a concentração de DDT pode ser baixa, mas os herbívoros, ao se alimentarem de produtores, acumulam a maior parte do DDT ingerido e excretam uma pequena porção. Com os carnívoros ocorre o mesmo processo, com prejuízos para os animais.

Poluição Sonora

O barulho ou o som alto de rádios, toca-discos e outros aparelhos produz o que se chama de poluição sonora. A curto e a médio prazos, a poluição sonora provoca irritação nas pessoas, determinando alterações de comportamento; a longo prazo, provoca diminuição da audição e até surdez. Por esse motivo, as danceterias americanas, por exemplo, estão obrigadas a afixar o seguinte aviso: "Aqui você está sujeito à surdez".
A poluição sonora é um importante fator de desarmonia nas grandes cidades, onde o constante barulho de carros, máquinas, buzinas gera perturbação comportamental e auditiva nas pessoas.
Em certas fábricas, o problema da poluição sonora é tão grave que os funcionários precisam usar protetores auditivos para operar máquinas barulhentas. Se assim não o fizerem, podem ficar surdos em curto espaço de tempo.

Poluição Térmica


O aumento da temperatura do ar ou da água, provocando alteração no meio, é chamado de poluição térmica. Este tipo de poluição é causado principalmente por usinas elétricas e atômicas, através dos sistemas de resfriamento dos reatores durante o processo de gerar eletricidade.
Os efeitos mais graves da poluição térmica são sentidos na água. O aumento da temperatura propicia o desenvolvimento de fungos e bactérias, muitos dos quais causam doenças em peixes e em outros organismos, aumentando a taxa de mortalidade.
Outro importante efeito do aumento da temperatura é a diminuição do teor de O2 dissolvido na água (quanto mais quente, mais o O2 é perdido para o ar). Com isso, os organismos que dependem do O2 para sua respiração não conseguem sobreviver.

Inversão térmica

As partículas sólidas em suspensão no ar, da mesma forma que os gases normais e os poluidores, são levadas pelas correntes de convecção para as camadas mais altas da atmosfera e lá se dissipam. Este fato diminui a poluição atmosférica e reduz os seus efeitos.


Sabemos que a troposfera torna-se cada vez mais fria, à medida que aumenta a altitude. Pode ocorrer, no entanto, que uma massa de ar quente penetre na camada fria. Quando isso acontece, as correntes de convecção tornam-se fracas e incapazes de dispersar o ar e, com ele, as substâncias poluidoras. Então, a atmosfera próxima ao solo torna-se densa, escura e imprópria à vida normal e saudável.
Este processo, caracterizado pela presença de uma massa de ar quente onde normalmente a atmosfera é fria, e que responde pelo quadro descrito, é conhecido por inversão térmica.
A inversão térmica em cidades industriais e de alta densidade populacional é particularmente grave, pois aprisiona grande quantidade de poluentes no ar que a população respira.